
E, de repente, no pós cirúrgico, você se depara com aquele seu pezinho todo sensível, inchado, com a perna magrela... Inevitavelmente fica com medo de colocá-lo no chão, pra não quebrar, como se fosse um ovo.
Quando começa a pisar de vez, inconscientemente você evolui, mas tenta sempre proteger o pé.
Resultado: manca, se apóia só do lado não afetado, e os músculos de uma perna ficam ligeiramente atrofiados com relação à perna do pé sadio.
Eu evoluí bastante depois que comecei a controlar esse descompasso. É um trabalho muito mais mental que físico.
À medida que eu ia andando, ia criando um ritmo na minha cabeça pra fazer com que os pés permanecessem no chão, cada um no seu tempo, mas no mesmo compasso.
Já estou prestes a sair da fisioterapia, só falta fortalecer os músculos da perna que ficaram fraquinhos tanto pelo desuso quanto pela compensação.
Em parte, mancar é psicológico.
Não pense que o seu pé é um ovo e pode quebrar!
Ah, e por falar em ovo, Feliz Páscoa!