quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quebrou o tálus?


Nesta semana eu fiz 1 ano de fratura no tálus.
O caminho foi longo, me dediquei extremamente à fisioterapia, à hidroterapia, e me considero 90% recuperada.
Usar salto não é a mesma coisa e não sei se consigo correr... ainda não tentei!
Quando se fratura um osso como o tálus, você vive momentos de muito medo e tensão. Porque é um osso de baixa vascularização, a recuperação é lenta, existe risco de necrose, artrose... A gente tem medo de ficar mancando, de ter que operar novamente, de não poder usar salto, de perder o pé, de não poder mais correr, de sentir dor...
O importante é ter equilíbrio, pensamento positivo e muita fé, pois com certeza isso é muito importante no árduo caminho da reabilitação.

Um abraço e boa recuperação para todos :)

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Os Pedreiros


- ô, gatinha, tá mancando?
- ¬¬

- se eu pudesse te pegava no colo e te levava, mas não dá.
- ¬¬

- machucou o pezinho?
- ¬¬

Hehe. Eu percebi que tinha parado de mancar ou que estou mancando muito pouco depois que parei de ouvir essas piadas infames na rua.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Hidroterapia


Semana passada eu iniciei a hidroterapia.
Lá eu faço cama elástica subaquática, treino de marcha subaquático, treino de equilíbrio subaquático e alongamento e fortalecimento muscular subaquáticos.
Também treino atividades que eu ainda não consigo fazer na vida real: correr, descer escadas, andar de salto e pular.
Normalmente eu consigo descer escadas, mas tenho que me segurar pra não me estabanar escadaria abaixo. Lá eu posso descer sem medo, sem me segurar, pois se eu cair a água me segura, rs!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pisando em ovos


E, de repente, no pós cirúrgico, você se depara com aquele seu pezinho todo sensível, inchado, com a perna magrela... Inevitavelmente fica com medo de colocá-lo no chão, pra não quebrar, como se fosse um ovo.
Quando começa a pisar de vez, inconscientemente você evolui, mas tenta sempre proteger o pé.
Resultado: manca, se apóia só do lado não afetado, e os músculos de uma perna ficam ligeiramente atrofiados com relação à perna do pé sadio.
Eu evoluí bastante depois que comecei a controlar esse descompasso. É um trabalho muito mais mental que físico.
À medida que eu ia andando, ia criando um ritmo na minha cabeça pra fazer com que os pés permanecessem no chão, cada um no seu tempo, mas no mesmo compasso.
Já estou prestes a sair da fisioterapia, só falta fortalecer os músculos da perna que ficaram fraquinhos tanto pelo desuso quanto pela compensação.
Em parte, mancar é psicológico.
Não pense que o seu pé é um ovo e pode quebrar!

Ah, e por falar em ovo, Feliz Páscoa!

terça-feira, 30 de março de 2010

Onde estava Wally?


Não sei se isso acontece com vocês, mas eu nunca ví tanta gente de muletas, cadeira de rodas e andador na vida. Meu irmão disse que isso também está acontecendo com ele. Na praia, na rua, no shopping, pegando ônibus... Claro que eles sempre existiram, mas como eu não me identificava com eles anteriormente, eles passavam desapercebidos por mim...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Bebendo Leite


Pra quem está acompanhando o blog, deve ter notado que nos meus primeiros meses de recuperação, todo santo dia eu bebia leite.
Carboidratos, proteínas, sais minerais, cálcio, vitaminas... tudo isso me interessava bastante.
Além de beber leite, eu passava muito tempo na internet, quase compulsivamente. Entrava em comunidades no orkut em busca de pessoas que já tivessem passado pela mesma experiência. É muito chato você se sentir sozinho com aquele problema, e perceber que mais de mil pessoas já passaram pelo mesmo... é bom, rs!
Procurava relatos, e nunca me interessei pelos pessimistas.
Com isso pude entrar em contato com gente que está se recuperando e sofreu lesão maior e menor que a minha. Incrível como todo mundo se apoia e fica feliz cada vez que o outro relata algum avanço!
Com este blog, começaram a aparecer pessoas que sofreram fratura depois de mim, aflitas, em busca de uma palavra de apoio, e também felizes com o desenvolvimento do meu caso. É muito bom poder contar as evoluções e saber que aquilo está confortando o outro.
Pior do que a fratura em si, a limitação que o fato de não poder andar durante um período e a demora da recuperação é o que mais nos deixa sensível. Você não pode sair pra qualquer lugar, passa o tempo todo pensando na vida, fica com medo de tudo dar errado... enfim, é punk.
Ainda contando com os fisioterapeutas, ascensoristas dos elevadores que você circula, as recepcionistas das clínicas, e todo mundo que chega até você pra dar uma palavra de apoio, você passa a conhecer muita gente.
Normalmente faz-se amigos bebendo cerveja... mas agora eu posso dizer que fiz amigos bebendo leite :)

quarta-feira, 10 de março de 2010

de volta à infância 80

Depois que eu comecei a pisar, os treinos na fisioterapia ficaram mais divertidos.
Primeiro eu alongo o pé numa rampa, e depois faço exercícios de dorso-flexão [com o pé no chão, inclino o corpo pra frente] sentada na bola de pilates. É pra aumentar a amplitude dos movimentos do pé.



Posteriormente eu alongo a panturrilha com pesos sobre os meus ombros através de um exercício de flexão plantar [ficar no salto].
Daí eu parto para a cama elástica. Nela eu faço uns pulos coordenados e tento me equilibrar com uma perna só. É o chamado treino de equilíbrio. Pra quando eu pisar em falso na rua saber como defender meu pé.



Depois disso eu tento me equilibrar numa paradinha de madeira que parece bastante com um Pogobol. Só que não dá pra pular, afinal, é de madeira. Acho que é pra treinar o equilíbrio e melhorar a eversão. Pra quem não sabe o que é eversão, leia aqui. Entendeu?



Faço também o treino de marcha. Eu ando em câmera lenta tentando corrigir a minha pisada. Através dele eu percebí que manco por tentar deixar o ex pé quebrado fora do chão. Hoje eu tento coordenar os passos e estou melhorando.



Daqui há algum tempo vou partir pra hidroterapia. Something like Aquaplay :p

terça-feira, 2 de março de 2010

E por falar em Cicatriz....




Descobri um site chamado It's my scar, com uma galeria de fotos, com a mais nova sensação entre os operados e cortados por aí:
joias em forma de cicatriz!

Eu não pretendo fazer a minha centopéia, como dizem por aí, rs, mas fica a dica.
Afinal, mais individual que isso, impossível ;)

Querido Diário...


Querido diário.

Hoje eu bati perna no shopping por aproximadamente quatro horas e o meu pé ficou doendo.

Beijos.


Hehe. O meu fisioterapeuta mandou eu escrever isso aqui. Pois é, eu fui pro Shopping e rodei, rodei, rodei... até que meu pé cansou!
Resultado: na fisioterapia, ao invés de eu iniciar o tão esperado treino de marcha, pra parar de mancar, tive que ficar fazendo relaxamento. Shit.

- mas poxa! eu fiquei três meses sem ir no shopping, tava achando tudo lindo!
- calma, ainda tá cedo! vc ainda vai poder bater muita perna por aí.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

De volta aos embalos de sábado à noite

Uma das coisas que mais me deixavam angustiadas durante o meu período de recuperação era o fato de não poder sair para os embalos dos sábados à noite.
Sábado passado fui para o meu primeiro reggae night pós cirúrgico. Eu tava tão feliz, tão feliz que parecia um pinto no lixo.
Fui pra Dinha do Acarajé, revi trilhões de pessoas que eu não encontrava desde o acidente, e de lá fui ver um show de Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta.
O mais interassante da noite foi o show começar, ao som de "Sonífera Ilha", e perceber que o vocalista da banda estava com o pé enfaixado!!!
Não tenho idéia da causa, mas isso não importa. O que importa é que foi "chuchu beleza, tomate maravilha"...

Aqui abaixo, a foto de Ronei com o pé enfaixado. Ah, ele estava pisando. Só estava no chão porque ele é meio doido mesmo.